A endometriose

endometriose

São muitas as mulheres ainda que não sabem muito sobre a endometriose, simplesmente que sofrem de dor crônica nos períodos menstruais, mas nada sabem sobre a possibilidade de essa doença poder levar ao comprometimento dos órgãos internos como a bexiga e o intestino, levando muitas delas à infertilidade.

Endometriose é a presença do endométrio, que é a parte interna do útero, onde fica o óvulo fecundado, e que é eliminado todos os meses no período menstrual, fora do útero. Portanto, esse tecido, igual ao que fica dentro do útero, é estimulado pelas hormonas todos os meses, crescendo e sangrando, podendo atingir – enquanto inflamado ou infeccionado – vários órgãos, principalmente da região pélvica.

Esse fato é anormal para o organismo e, uma das respostas para o problema sem consenso, é a baixa imunidade da mulher, seja por factores externos, como poluição ou hábitos insalubres. A ligação genética, também é recorrente, mas não é uma explicação certa, já que algumas que têm o problema são únicas na família. Nas mulheres sem o problema, mesmo que as células do endométrio saiam do útero, o próprio organismo encarrega-se de eliminá-las sem maiores prejuízos para o corpo.

O fato é que mesmo sem uma explicação concreta sobre as eventuais causas, a medicina convencional admite que algumas mudanças no estilo de vida, podem diminuir o risco de desenvolver o problema. E as ações mais adequadas, passam pela alimentação e exercício físico. Na alimentação, destacam-se os alimentos naturais, integrais e ricos em fibras, como as frutas e a abstenção da carne. Mas, além disso, a alimentação com frutas e cereais diminui o risco do aumento do peso, sabidamente um fator agravante para as mulheres com tendência para este tipo de doença.

Por outro lado, o exercício físico aparece como grandioso parceiro na prevenção e no tratamento. E isso como desintegrador da gordura, pois ela aumenta malignamente a produção de hormonas femininas, pelo que, também, o movimento aeróbico constante ajuda na produção das endorfinas, que têm um efeito analgésico e vasodilatador.

A endometriose é invisível, mas os sinais de sua presença no organismo são, na grande maioria das vezes, bem perceptíveis, manifestando-se por meio dos seguintes sintomas:

  • Cólica menstrual
  • Infertilidade
  • Dor na relação sexual, descrita na profundidade da vagina (no fundo da vagina)
  • Alterações no intestino na época da menstruação, em casos de endometriose que envolve a região (apresentando sintomas como diarreia, intestino preso, sangramento anal)
  • Alterações na bexiga e vias urinárias na época da menstruação, em casos de endometriose que envolve o aparelho urinário (percebidas pelo aumento no volume das micções, dor ao urinar ou sangramento na urina, por exemplo)
  • Dor contínua, independente da menstruação, principalmente em casos de endometriose mais avançada, com grande quantidade de aderências nos órgãos pélvicos.

É importante lembrar que a quantidade de sintomas não tem relação com o volume e a intensidade da doença. Isso significa que nem sempre mulheres com muitos sintomas apresentam o grau mais severo da endometriose!

A dor ou cólica – considerada um dos mais frequentes sintomas da endometriose, pode ser classificada em diferentes graus:

  • Leve: quando a paciente não precisa usar medicamentos para minimizar os sintomas;
  • Moderada: quando a paciente precisa de medicamentos, suficientes para melhorar a dor;
  • Severa: quando a paciente não tem qualquer melhora dos sintomas, mesmo consumindo medicamentos;
  • Incapacitante: quando a paciente tem dores tão intensas que a incapacitam de exercer atividades diárias, necessitando de internamentos hospitalares para aliviar incômodos ou mesmo para tratar outros sintomas, tais como náuseas, vômito, diarreia, febre ou cefaleia.

É importante esclarecer, mais uma vez, que a intensidade da dor não tem relação com a quantidade ou o grau da endometriose. Em relação aos factores de risco que podem influenciar no grau das cólicas menstruais, alguns estudos demonstram que a idade precoce da primeira menstruação, períodos menstruais prolongados, tabagismo, obesidade e consumo de álcool podem estar associados a ocorrências mais severas!

Mulheres com endometriose apresentam irregularidades na produção de folículos no organismo. São portadoras de níveis hormonais anormais, alterando e diminuindo o crescimento folicular, além de registrar uma fase folicular que tende a ser mais curta. Algumas pacientes são anovuladoras (sem ovulação, pelo que os ovários falham e não libertam um óvulo). Outras podem apresentar ciclos menstruais regulares, níveis normais de estradiol (hormona sexual predominante, presente nas mulheres) e progesterona, portanto, com foliculogénese e luteinização (produção do corpo-lúteo, estrutura que se forma no local de um folículo ovariano após libertação de um óvulo) normais, mas o fenômeno de libertação do ovócito.

Em suma, a endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio, com glândulas e estroma, fora da cavidade uterina. Acomete, principalmente, órgãos pélvicos como: ovários, trompas, intestino, superfície externa e parede do útero, bexiga, peritônio, vagina e colo. Mais raramente, pode ser encontrada ainda no fígado, em cicatrizes antigas (como as de cesariana), no diafragma, na pele, nos pulmões, e até no sistema nervoso central!

Prevenção Alimentar

Substituir a ingestão de gorduras saturadas e monossaturadas por gorduras poli-insaturadas (ricas em ômega 3). A gordura saturada está presente na carne vermelha, e no leite e derivados. O ômega 3 está presente em peixes, frutos do mar, amêndoas, nozes e óleos vegetais (como canola, algodão, linhaça e oliva). Deve-se dar preferência para estes óleos no preparo dos alimentos no lugar da manteiga.

O efeito na endometriose está no fato de que gorduras saturadas são ricas em ácido linoleico, que é convertido em ômega 6 . Este está envolvido na produção de prostaglandinas, que são mediadores que aumentam o processo inflamatório, podendo agravar a endometriose.

Aumentar a ingestão de alimentos ricos em anti-oxidantes, como as vitaminas A, C, E, do complexo B e zinco. O processo inflamatório da endometriose leva à produção de radicais-livres que desencadeiam uma série de respostas imunes e inflamatórias que levam a maior dano celular. Os antioxidantes podem ter um efeito protetor neste sentido, e encontram-se em:

  • Vitamina A: tem ação no sistema imunológico e na diminuição do stress oxidativo. O seu principal precursor é o betacaroteno, presente em vegetais verde-escuros, amarelos e alaranjados (cenoura e abóbora) e frutas dessa cor (melão, mamão, manga);
  • Vitamina C: tem ação anti-histamínica (presente no processo inflamatório) e anti-oxidante. O seu precursor, o ácido ascórbico, está presente em frutas cítricas;
  • Vitamina E: além de efeito antioxidante, tem efeito analgésico. Encontrada em sementes de abóbora, vegetais verde-escuros, abacate, salmão e ovos;
  • Vitaminas do complexo B (B1, B6 e B12): apresentam efeito analgésico e anti-inflamatório. Presentes em peixes como o salmão, ervilhas, feijão, semente de girassol, grão de bico e alimentos integrais;
  • Zinco: protege as células contra radicais livres, é importante na absorção do betacaroteno e tem efeito anti-inflamatório, inibindo a libertação de histamina e outros mediadores. Presente em fígado, peixe, frutos do mar e ovos.

As mulheres que sofrem de endometriose devem reduzir o consumo de carne vermelha e de aves, especialmente aquelas não orgânicas ou de procedência desconhecida, pois podem ter altas concentrações de substâncias hormonais , que podem agravar a endometriose! Acupuntura, Fitoterapia , reduzem os sintomas .